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#brisa da consciência

Atualizado: 4 de jun.


Foto: Leonardo Augusto de O. Lopes, "Cachoeira" de Nuvens.


Poesias do autor: Leonardo Augusto de O Lopes


///

Não sei por que insisto neste ato: escrever

Dar forma que sonora o sentimento dito

Fiel à dor que espeta uma emoção de existir

Mas não sei por que fazê-la...

Elaborar palavras, já criadas,

nossas crias de humanidade

Em gramáticas sagradas,

as liturgias e filosofias!

Em poéticas libertadas

por fórmulas invisíveis,

de métricas críveis

por atos escritos, digitados, ruminados... falados.

Não sei como e nem por quê...

Insisto em me descrever

com verbos fonêmicos (sons de ser).

Ao ato de crer

mais no que se deve escrever,

ou dizer que também é o fazer

e refazer...


///


Pensando sobre a vida...


Sempre há vida!

E quis fazer uns versos,

Umas músicas,

Artes...


Pensando assim,

Lembrei-me da rede movida

Novamente querida

E quis fazer parte

Das noites e dos dias

Não quis mais dormir


Do refúgio em ser

Pensei somente no fazer...

E sem querer

Não a vi d'aonde eu vi...


mas

Fiz música, fiz versos,

Bajulei a arte!


Somente assim,

Sem pensar em ti

A senti


De longe, percebi

que a vida do

Puro sentimento

é do Amor de criar.


De longe de mim...

não a vi.


A mágica vida

E o ímpeto de pulsar


Amar ou Odiar, ah...

Só quero Vida para amar!

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